Anticorpo criado em Ribeirão Preto pode auxiliar tratamento do câncer

É sempre uma ótima notícia o surgimento de uma nova alternativa para auxiliar no tratamento do câncer. Melhor ainda quando é fruto de pesquisa brasileira.

Veritas Life Sciences é uma startup de Biotecnologia composta por cientistas empreendedores que detêm o conhecimento e a experiência na utilização e comercialização de abordagens pós-genômicas para acelerar a descoberta e desenvolver novas proteínas-alvo valiosas. Foi em uma de suas pesquisas que eles desenvolveram um tratamento coadjuvante para barrar o avanço do câncer de mama.

A startup que iniciou suas atividades no campus da USP em Ribeirão Preto, com apoio do Supera Parque de Inovação e Tecnologia, produziu um anticorpo monoclonal (proteína criada em laboratório para atingir um alvo específico) que mostrou eficiência nos testes em animais. Com resultados promissores, os pesquisadores depositaram, em nome da startup Veritas, uma patente desse novo anticorpo nos Estados Unidos.

Segundo Sandra Faça, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Veritas, os estudos com a nova molécula para terapia e diagnóstico do câncer vêm sendo realizados desde 2009 e têm avançado com sucesso. “Apesar do longo tempo de desenvolvimento, os resultados têm sido promissores: o novo anticorpo inibe uma proteína-alvo envolvida em metástase e evita a migração celular para outras partes do corpo. Além disso, o anticorpo reconhece o alvo na superfície das células de câncer de mama, e também de ovário, obtidas de tecidos tumorais de pacientes.”

Nos estudos in vivo realizados em camundongos de laboratório, o anticorpo não apresentou toxicidade e mostrou-se eficiente na redução do crescimento de tumores pré-existentes. “Ele também potencializa a ação da droga que já é utilizada, atualmente, no tratamento de pacientes”, comentou Sandra.

Segunda a pesquisadora, em modelo animal, foi verificado que “a combinação da droga hoje utilizada com o nosso anticorpo foi mais eficiente na redução do tumor do que quando as drogas foram utilizadas isoladamente”. Sandra prevê que este é o futuro das terapias contra o câncer: as combinações de drogas e uma medicina mais personalizada.

Quer saber mais sobre este anticorpo promissor? Leia a notícia na íntegra.

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