Fungo marítimo é solução para erradicar microplásticos dos oceanos

Os microplásticos são um dos principais poluentes do oceano. Consistem em partículas quase invisíveis (de 1 a 5 milímetros de tamanho) que alteram a composição de certas partes do oceano, prejudicando o ecossistema da região e, consequentemente, a saúde humana.

Estudantes e pesquisadores da Universidade de Aveiro, em Portugal, acreditam ter encontrado a solução para combater o problema dos microplásticos: um processo de biorremediação utilizando o fungo marítimo Zalerion maritimum. Ele é esbranquiçado e esponjoso, vive na costa portuguesa e é capaz de degradar partículas de plástico com um diâmetro inferior a cinco milímetros de forma rápida e eficiente.

O Zalerion maritimum é um fungo pouco conhecido, não existindo informações disponíveis sobre seu comportamento ou abundância. Mesmo que encontrados em grandes quantidades no oceano, eles só irão se alimentar dos microplásticos caso faltem nutrientes ou alimentos que eles consomem naturalmente. Eles só degradam microplásticos nessas condições, disse a pesquisadora da UA.

Segundo os cientistas, a solução pode ser a utilização de ambientes controlados, como tanques, mas nunca depositar grandes quantidades do fungo no oceano, já que isso pode desequilibrar o ecossistema. “Podem ser feitas umas estações de tratamento nas zonas costeiras, nas quais podemos colocar microplásticos. Se não conseguirmos degradar plásticos maiores, podemos moê-los. E colocar aí as quantidades de fungo apropriadas para as degradar”, sugere a coordenadora do estudo. Um processo que, além de barato, é amigo do ambiente.

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