Empresa de biotecnologia Oxitec testará linhagem melhorada de Aedes aegypti transgênico

A empresa de biotecnologia Oxitec, criada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, explora a tecnologia do mosquito transgênico OX513A. Ele é idêntico ao Aedes aegypti, com exceção de dois genes modificados que foram inseridos pelo homem. Um deles faz as larvas do mosquito brilharem sob uma luz especial (para que elas possam ser identificadas pelos cientistas). O outro é uma espécie de bomba-relógio, que mata os filhotes do mosquito.

A ideia é que ele seja solto na natureza, se reproduza com as fêmeas selvagens de Aedes e tenha descendentes defeituosos que morrem rapidamente, antes mesmo de chegarem à idade adulta, evitando assim que se reproduzam. Com o tempo, esse processo vai reduzindo a população da espécie, até extingui-la. O Brasil se tornou o primeiro país do mundo a permitir a produção em grande escala do OX513A, que está dependendo apenas de uma última liberação da Anvisa. Devido a essa permissão, uma fábrica da Oxitec foi inaugurada em Campinas para a produção do mosquito.

Mas a empresa acaba de anunciar uma inovação na área de mosquitos transgênicos que promete reduzir seus custos operacionais e ampliar a ação de seus mosquitos Aedes aegypti transgênicos na natureza. Essa nova linhagem de mosquitos possivelmente irá substituir a OX513A.

Estamos falando dos mosquitos transgênicos da linhagem OX5034. Nela, os machos sobrevivem naturalmente e as fêmeas não se desenvolvem, trazendo consequências importantes:

  • A redução de custos da empresa, que atualmente separa mecanicamente pupas machos e fêmeas de insetos durante a produção dos mosquitos OX513A;
  • Com a sobrevivência da prole masculina do inseto, pode haver um efeito remanescente, ou seja, a prole dos Aedes OX5034 nascidos nos locais de soltura e arredores podem continuar inviabilizando a prole de fêmeas remanescentes no futuro.

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