Uma nova abordagem para o seu uso é na degomagem enzimática, que surge como uma alternativa à degomagem convencional com ácidos. A degomagem é um processo muito comum nas indústrias para refino de óleos, sejam eles para uso como óleos comestíveis ou óleos para produção de combustíveis renováveis.
Falar sobre enzimas é atualmente de fácil entendimento, principalmente para aqueles que trabalham com elas, estudam assuntos relacionados ou acompanham o Profissão Biotec. Muitas são as suas aplicações e atividades nos mais diversos setores que envolvem processos biotecnológicos.
Nas indústrias de produção de combustíveis renováveis, as sementes saem do campo direto para a indústria, onde são limpas, secas e cortadas em fatias finas. Posteriormente, o óleo é extraído por meio de um processo químico. Quando em estado líquido, é realizada a degomagem, processo voltado para a remoção de fosfatídeos, também conhecidos como fosfolipídeos ou gomas, que podem ser hidratáveis ou não hidratáveis.
Esses fosfatídeos aumentam as perdas durante o processo de refino, além de estarem ligados a metais presentes no óleo bruto, afetando a qualidade do óleo, tornando a degomagem uma etapa crucial que precisa ser realizada antes da neutralização, branqueamento e desacidificação do produto para biodiesel.
A aplicação da degomagem enzimática nesse processo comparada à convencional, permite maior rendimento de produção, significante redução da água necessária no processo, favorece a remoção dos fosfatídeos com muita qualidade, ajudando a diminuir etapas de produção. Após passar pela degomagem enzimática, o óleo é direcionado diretamente para branqueamento e desacidificação, chegando na matéria-prima ideal para a transformação em biodiesel.
Outra grande vantagem do uso de enzimas na otimização desse processo é a capacidade do seu reuso, reduzindo custos e melhorando a qualidade do produto obtido.
Podemos entender melhor esse processo a partir deste texto do blog da Novozymes.