Foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora dos Estados Unidos, um novo medicamento para tratar o Mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que atinge principalmente idosos. É a primeira vez que isso ocorre nos últimos 18 anos.
O medicamento, chamado de Aducanumabe, foi desenvolvido pela empresa de biotecnologia Biogen. Segundo a fabricante, ele atua sobre a proteína beta amilóide, que forma aglomerados anormais no cérebro danificando células e causando a demência, característica do Alzheimer. Dessa forma o medicamento promete tratar uma possível causa da doença, e não apenas os sintomas, como os medicamentos já comercializados.
O FDA classificou que ” há evidências substanciais de que o Aducanumabe reduz as placas de beta amilóide no cérebro” sendo “razoavelmente provável que gere benefícios importantes para os pacientes“. Contudo o próprio FDA ressaltou que ainda há dúvidas sobre esses benefícios, e concedeu a comercialização do medicamento mediante uma nova fase de testes.
Reforçando a polêmica, alguns cientistas, incluindo neurologistas e bioestatísticos, afirmam que os resultados dos ensaios clínicos não demonstraram efetivamente que o medicamento retarda o declínio cognitivo dos pacientes, e nem foram reproduzidos em outros estudos, e por isso questionam a medida do FDA.
Apesar da controvérsia, a liberação pelo FDA permite a comercialização do Aducanumabe, cujo tratamento deve custar cerca de 50 mil dólares por ano.
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