O que falta ao profissional de biotecnologia para ser reconhecido? Essa pergunta norteou muitos dos workshops realizados no Núcleo16 e, de certa forma, a resposta eleita para ela também influenciou bastante as discussões. No Brasil, falta um perfil de biotecnologista.

Com mais de 50 cursos existentes espalhados pelos estados da federação, e sem a regulamentação da profissão, cada universidade acaba por conduzir a graduação de uma forma. Por exemplo, em universidades em que o forte é saúde, o curso é mais focado para a área de saúde; se estiver localizado em uma região cujo forte seja agropecuária, direciona-se para agricultura e vegetal; etc.

Assim, a nível nacional, ficava difícil dizer com clareza quem era o biotecnologista, o que ele faz, com o quê pode trabalhar. Para avançarmos nesse quesito, enquanto a profissão não é regulamentada e o Conselho não é criado, foram votados o símbolo, a pedra e o juramento do curso de biotecnologia no Brasil.

Vamos conhecê-los?

Símbolo

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Descrição enviada para a submissão da imagem ao concurso pelo autor Gustavo Moreira, formado na Universidade Federal de Pelotas – UFPel:

“Por ser de fundamental importância na atuação profissional de um biotecnologista, a representação do “dogma central da biologia molecular” é a principal ideia do símbolo. Assim, os seguintes elementos são presentes: DNA, principal atração visual do símbolo, fica em seu centro e representa o mais fielmente possível a estrutura de B-DNA, estrutura mais comum na natureza; RNA, inicialmente reconhecido como uma engrenagem, é retratado como uma fita simples de ácido nucleico, sendo seus pares de base entendidos como os dentes da engrenagem; PROTEÍNA, retratada pela espiral seguida de uma seta, os quais representam, respectivamente, uma Alfa-hélice e uma Beta-folha, as duas estruturas secundárias mais abundantes em proteínas. A SETA também representa a anotação de uma ORF/GENE em dados genômicos e, no desenho, lembra a anotação de genes em PLASMÍDEOS, moléculas muito empregadas no ramo. A ENGRENAGEM recorda a engenharia genética e de bioprocessos, bem como simboliza a biotecnologia industrial. A cor AZUL foi escolhida por representar, atualmente, cursos com base nas áreas de Biologia e Química. Os efeitos de profundidade foram feitos em ESCALA DE CINZA (branco ao preto).”

Pedra

A pedra mais votada foi a Safira, que representa também os Administradores e os Músicos.

Juramento

Este juramento, escrito por Eder Lopes, formado pela Universidade Federal do Ceara, ainda pode sofrer ajustes. Caso queira contribuir para sua melhoria, contate o autor ou representantes dos polos da LiNA.

“Ao aceitar ser biotecnologista*, juro perpetuar a utilização de todas as formas de vida e das suas partes biológicas com sabedoria e em benefício do Homem e dos demais seres vivos. Entendo que tenho em minhas mãos o potencial de toda a vida da Terra. Mais do que isso, sei que tenho sobre os meus ombros a responsabilidade de usar o conhecimento acerca da vida para promover a harmonia, a justiça e a paz. Juro respeitar e proteger a biodiversidade, para que nunca falte a matéria-prima da minha ciência, para que o âmago da minha arte nunca possa se exaurir. Juro trabalhar na resolução de adversidades e mazelas sociais, e que meu ego não estará à frente da dor, do sofrimento ou do prejuízo de outrem. Juro trabalhar para o avanço da ciência e da tecnologia. Juro praticar a biotecnologia de forma virtuosa e ética. Juro tudo isso em respeito à vida, à minha fé, à minha família, aos meus amigos, aos meus professores e à Pátria. Juro pela minha honra e pela honra daqueles que exerceram a biotecnologia antes de mim, desde povos muito antigos da Mesopotâmia aos profissionais de biotecnologia da contemporaneidade. Enquanto existirem problemas a serem solucionados, estarei buscando as respostas na vida. Enquanto houver vida, serei biotecnologista*, pois a inovação está no meu DNA. Que assim seja.”

*(ou engenheiro de bioprocessos e biotecnologia, ou engenheiro biotecnológico, ou engenheiro de biotecnologia e bioprocessos, ou biotecnólogo, quando for o caso)

Valido ressaltar que todos eles são temporários e foram escolhidos pelos participantes do Núcleo16 para representar os biotecnologistas enquanto não temos um Conselho para decidirmos tudo isso. Esse é mais um passo na nossa luta para o nosso devido reconhecimento profissional.

Ainda há muito a fazer, mas o importante é não ficarmos parados!

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O Profissão Biotec é um coletivo de pessoas com um só propósito: apresentar o profissional de biotecnologia ao mundo. Somos formados por profissionais e estudantes voluntários atuantes nos diferentes ramos da biotecnologia em todos os cantos do Brasil e até mesmo espalhados pelo mundo.

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