Uma espécie de doninha (doninha-de-patas-pretas) ameaçada de extinção foi a primeira a ser clonada por pesquisadores nos Estados Unidos. Pesquisadores do U.S. Fish & Wildlife Services (instituto de preservação da vida selvagem) em colaboração com a Revive & Restore (organização sem fins lucrativos de biotecnologia) usaram as células de uma doninha-de-patas-pretas que morreu em 1988 mas teve as suas células criopreservadas.
A doninha-de-patas-pretas, que recebeu o nome de Elizabeth Ann, nasceu em 10 de dezembro de 2020 e viverá no centro de conservação. Em breve, ela irá conviver com outras doninha-de-patas-pretas também geradas a partir de clonagem. Os pesquisadores esperam que esses clones, ao atingirem a maturidade sexual, possam se reproduzir naturalmente, trazendo diversidade à população da espécie.
Exames genéticos confirmaram que Elizabeth Ann pertence a espécie em extinção. Segundo Samantha Wisely, geneticista da Universidade da Flórida, é preciso ter certeza absoluta de que a pesquisa não deixa em risco a linhagem genética da espécie, e um artigo sobre a bioética da clonagem de espécies está sendo elaborado.
A clonagem de espécies em extinção é considerada uma conquista para a biodiversidade e para o resgate genético dessas espécies. Outros animais ameaçados de extinção já foram clonados em outros países, como o bisão indiano (em 2001), o coiote selvagem (em 2012) e as cabras selvagens (em 2009), mas algumas dessas tentativas não foram bem sucedidas.
Mais informações em The New York Times e Canaltech.