Somente em 2020, as indústrias farmacêuticas nacionais faturaram 129 bilhões de reais. E a previsão de crescimento é de até 9,5% , em média, até 2025. Por isso o setor está investindo em inovação para desenvolver novos medicamentos e tratamentos.
Uma possibilidade de inovação é por meio da conexão com universidades e centros de pesquisa brasileiros. Grandes laboratórios do setor já fazem parcerias com a Universidade de São Paulo (USP), o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), algumas startups, dentre outros diversos exemplos.
Outra importante estratégia para estimular a inovação é o aproveitamento de recursos naturais. Empresas como a Aché, estão pesquisando a biodiversidade nacional e desenvolvendo novos produtos. Dentre eles, um anti-inflamatório à base da erva-baleeira (planta nativa da Mata Atlântica) e um outra nova molécula para tratamento do vitiligo. Atualmente, a empresa possui 180 projetos de fármacos e 8 deles são provenientes da biodiversidade. Dessa forma, os investimentos em inovação cresceram duas vezes e meia, comparado ao ano de 2015.
Dentre os investimentos e setores em desenvolvimento, destacam-se:
EMS: Investimento de 1 bilhão de reais para expansão de sua capacidade produtiva;
Libbs: Investimentos de 553 milhões de reais em uma fábrica de biotecnologia para a produção de anticorpos monoclonais;
Blau: Investimentos de 200 milhões de reais para o desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos (IFAs);
Cristália: Possui parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) para a produção de IFAs e para outros 14 projetos de inovação.
Certamente, os investimentos em inovação são uma possibilidade de crescimento do setor (com ampliação da produção local e redução da dependência do mercado externo para medicamentos e vacinas) além da inserção de profissionais da área biotecnológica nos próximos anos.
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