Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, identificaram uma molécula presente no complexo do elemento cobre (um importante micronutriente) que possui ação anticancerígena. Segundo os cientistas, a molécula produz espécies reativas de oxigênio que danificam o DNA (e induzem a morte celular) das células tumorais de forma seletiva. Assim, a toxicidade, um dos principais efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos, é reduzida.
Atualmente a quimioterapia tradicional utiliza metais como a platina, que induz efeitos como náuseas, enjoo, indisposição. Uma das vantagens da utilização de moléculas de cobre é que este elemento já é encontrado no organismo humano e não induziria esses efeitos colaterais tão severos.
Os resultados do estudo in vitro foram publicados na revista científica Scientific Reports (Nature), e agora os pesquisadores se dedicarão a introduzir a molécula dentro de nanocápsulas para que o medicamento seja liberado de forma mais seletiva e menos tóxica no organismo. Esta nova fase da pesquisa pode durar até 2 anos.
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