Na última semana o Reino Unido aprovou o Molnupiravir, o primeiro medicamento oral contra COVID-19, fabricado pela Merck, Sharp and Dohme (MSD) e Ridgeback Biotherapeutics. Assim, o país é o primeiro do mundo a aprovar um antiviral oral. O Molnupiravir, inicialmente desenvolvido para tratar gripe, mostrou-se eficiente para reduzir pela metade o risco de hospitalização ou morte por COVID-19.
A pílula deve ser administrada duas vezes ao dia a pacientes (vacinados ou não vacinados) em até cinco dias após o início dos sintomas de COVID-19 leve e moderada. O medicamento age sobre a enzima utilizada pelo vírus para se multiplicar, o que mantém baixos os níveis do vírus no organismo, reduzindo a gravidade da doença.
A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) indica que o medicamento seja utilizado principalmente por pacientes do grupo de risco (idosos ou pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, renais, diabetes ou câncer). A estimativa é que o tratamento custe US$ 700 (R$ 4 mil) por paciente. No Brasil, a Fiocruz negocia uma parceria com a MSD para produzir o medicamento.
A Pfizer também está negociando com 90 países os testes de seu medicamento oral, o Paxlovid. Testes iniciais mostraram que ele reduz em 89% o risco de hospitalização e morte em pacientes não vacinados e com comorbidades. O Paxlovid atua inibindo a enzima protease, usada pelo vírus para se multiplicar nas células. Segundo a Pfizer, o medicamento deve ser administrado duas vezes ao dia, durante cinco dias (a partir do terceiro dia de sintomas) e juntamente com um outro remédio, o Ritonavir, que potencializa sua ação.
No Brasil, o teste do Paxlovid está ocorrendo em 29 centros de pesquisa (Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo). Para participar, os voluntários devem ter testado positivo para a COVID-19 e apresentar sintomas leves, na fase inicial da doença.
Mais informações em BBC e CNN Brasil.