Pesquisadores da Universidade de Israel (Jerusalém) desenvolveram uma técnica que preserva o DNA do óvulo, o que permite “rejuvenescer” óvulos de mulheres mais velhas, revertendo o processo de envelhecimento. Isso aumentaria as chances de engravidar em mulheres com 40 anos ou mais.
Para desenvolver a técnica, os pesquisadores utilizaram óvulos (de camundongos e humanos) excedentes de procedimentos de fertilização in vitro. Nesses óvulos foram administrados uma classe de antivirais (os inibidores de transcriptase reversa, comumente usados para tratar vírus como o HIV) que preveniu os danos ao DNA e reverteu parte dos danos já ocorridos.
Esse resultado foi considerado animador pois a ciência sabe que as mulheres já nascem com um número limitado de óvulos e, ao longo dos ciclos menstruais, esses óvulos vão sendo perdidos. Além disso, o próprio processo de envelhecimento pode alterar o DNA dos óvulos. Logo, por meio dessa técnica, mulheres mais velhas poderiam “rejuvenescer” seus óvulos, aumentando suas chances de engravidar e reduzindo o risco de má formação fetal ou aborto espontâneo.
Os pesquisadores afirmam que será preciso avaliar se a técnica influencia na fertilidade desse óvulo. Os testes devem continuar nos próximos 5 anos e a expectativa é que, em até 10 anos, a técnica já esteja disponível em clínicas de fertilização.
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